Saturday, November 06, 2004
Ponte
Não fiz por crer
Nem te soube responder.
Mas quando pinto os céus
E os silêncios
Nas cores da saudade
Minto-me
Em solidões indesejadas.
E o amor que sempre foi salgado
Mantém-se ainda acordado
Nesta noite triste
Que chove e escorre
O passado.
E tudo…
Tudo é sonhado,
Até os sorrisos
Que me deste.
Foram rasgados de sangue
E morte.
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1 comment:
Decidi postar um comment para que saibas que admiro o teu "trabalho" e que o venho ler frequentemente o blog.
Confesso que o que atraiu mais a este poema foram as caracteristicas extremamente solitárias e melancólicas,que encontro tambem nos meus textos,e na poesia de Florbela Espanca(que admiro desde a minha infancia).Talvez o meu problema seja um pouco mais complicado..eu n me minto em solidões indesejadas,eu venero-as e raramente me despego delas,mesmo entre multidões.Ás vezes chegamos a um ponto em que nos questionamos se isto tudo será real..eu estou numa fase semelhante,talvez por isso este poema me tenha tocado tanto.Vivo num sonho constante,numa realidade inconstante,num presente já passado,suspirando futuros inalcançaveis,num mundo distante de tudo e todos.Ao escrever deito pra fora os meus demánios,alivia,espero que faças o mesmo,espero que continues a escrever,eu estarei aqui pra ler.
dsculpa se fui confusa(é o costume)***
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