Monday, June 23, 2008

A noite cai

A noite cai,
E as mãos tremem,
Ainda sem imagens.

E nos olhos que não vêem mas sorriem,
Dobram as sombras de luz
Num horizonte que não existe.

Sem significado
Devoro monóxido de carbono
Sem dor e sem cor,
Até que a morte me chame
Em amor.

E a noite ainda cai indiferente,
No rasgar de um sol.

30/05/2008

Monday, March 17, 2008

Percorro o teu olhar

Percorro o teu olhar,
Num céu pintado nas estrelas,
A rasgar-te palavras em sorrisos,
Nos sonhos que te beijam e tocam,
Num mar de noites assim.

Wednesday, December 12, 2007

Douro

Minto-me,
Como se de um sorriso trata-se.

E as telhas caídas,
Que rasgam as ideias,
Fecham-se.

Num Douro desalinhado
Nas correntes paradas
E abandonadas.

E debaixo de mim,
Cresce um olhar;

- Que não doi.
Mas sente
O sentido de querer um abraço.

Nesta tarde que não é tarde,
Para fechar estes olhos vazios,
Na minha liberdade de ser.

O vento que espreita,
Nas velhas rendas de uma janela.

Saturday, November 10, 2007

Porta

Naquela porta onde os outros são apenas outros; Brilha-te um sorriso feito de um sol que nunca foi feito para abraçar nem para ser tocado; Mas sim para ser lembrado.
No vazio de uma manhã sem som e submersa de cor pintam-se as paisagens que nunca foram lembradas.

Saturday, August 11, 2007

Quando o céu cair

Foi a unica forma de desenhar a despedida,
Na longa viagem dos teus sonhos,
Que procurei em mim mesmo,
Nos pequenos raios de sol e na areia fina,
De uma praia quase deserta de sentidos,
Encontrei: o sal.
Que nada te significa.
Até o céu cair.

Saturday, March 17, 2007

Fotografia

Sinto o mar e a terra como se fosse um céu imaginado e recriado nas estrelas de um infinito, a deslizar-se nos traços e nos abraços de um sol caído de um só dia, para assim te poder recordar.

Wednesday, December 20, 2006

Sonho-te

Nas sombras esguias das manhãs submersas de olhares em passados, sinto-te. E acompanho-te. Nos meus passos que também são teus, a desligar-me nas noites que talvez existam. Mas que agora não tornarão a existir.

E por alguns passos aquando deste frio de Natal, sonho-te. Talvez sem querer.

Mas sonho-te. Ser um simples fragmento do que sinto quando toca esta música solta de toda e qualquer inocência, com o intuito de apenas te poder tocar, de te poder ver sorrir sobre tudo o que existe num infinito que sei não existir, mas é por isso que existe a palavra “sonhar”.

Gostava, gostava de te mostrar que te amo. Mas não sei o que é amar.

Tudo o que queria, eras tu.

Mas a música que termina e que me faz ver aquele Sol gelado a acordar Lisboa voltar a ser um horizonte cintilante. Como cada dia ser mais um.