Violeta, violeta, danças como uma borboleta,
Adoças-te nas flores que pairas,
Numa simples gota deste teu flutuar,
Deixas-me sem respirar.
Delicada na forma de ser,
Deliciada na forma de colher,
Escolhes-me a mim neste mundo sem fim,
Onde não me posso encolher.
Espaço em espaço, passo a passo,
Espreitas num canto o meu espanto,
Olhando para as tuas asas.
Voo contigo nas asas dançantes,
Liberto-me deste peso que vive em mim,
No ar, na vida que brilha em mim.
13-01-2003
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