Quando eu morrer
Tempestivo e expectante de uma realidade
Serei apenas aquilo que fui,
O nada, o vinco desfolhado de uma alma.
Esquecimentos perfeitos
Envolvimentos desfeitos
De sonhos pintados em pastel
Na tela que ainda consome
A dor no nada
Num dom e num som
Que se estende ao sol
Como um gato resignado.
Escondem-se as luas passadas
E tudo era
O que já não existe.
Deixem-me morrer
Longe de quem sou,
Em pensamentos sonhados
Pelos instáveis caminhos de aviões de papel.
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1 comment:
Simplesmente Obra Prima!
Tu nasceste para ser poeta rapaz!
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