Sunday, October 17, 2004

Estende-se a morte

Quando eu morrer
Tempestivo e expectante de uma realidade
Serei apenas aquilo que fui,
O nada, o vinco desfolhado de uma alma.

Esquecimentos perfeitos
Envolvimentos desfeitos
De sonhos pintados em pastel
Na tela que ainda consome
A dor no nada
Num dom e num som
Que se estende ao sol
Como um gato resignado.

Escondem-se as luas passadas
E tudo era
O que já não existe.

Deixem-me morrer
Longe de quem sou,
Em pensamentos sonhados
Pelos instáveis caminhos de aviões de papel.

1 comment:

Anonymous said...

Simplesmente Obra Prima!
Tu nasceste para ser poeta rapaz!