Não te deixo ser,
Nem voar em lençois brandos
E gastos de asas
Mergulhadas em amor
Num Outubro distante
De um mês qualquer.
Não te deixo ir,
Em olhares molhados de luares
Que ambientam a chuva caída
De tempestades nulas
Vestidas nas folhas acabadas
Que vagueiam solidões.
E não te deixo partir,
Porque amo, tudo.
O que és para mim.
Não te deixo ir,
Em palavras soltas
De cores vivas
Que sonham em ti
De vermelhos vultos
A esbater-me assim.
Não te deixo ser,
E mesmo assim
De asas ao mundo
Disperso-me:
Porque amo, tudo
O que és para mim.
Sunday, September 19, 2004
Saturday, September 18, 2004
Die poesie ist...
Die poesie ist das echt absolut reele.
Dies ist der kern
meiner philosophie.
Je poetischer, je wahrer.
A poesia é o autêntico real absoluto.
Isto é o cerne da
minha filosofia.
Quanto mais poético, mais verdadeiro.
NOVALIS
Sophia
Aqui de certa maneira presto homenagem à grande poetisa Sophia.
Obrigado por este poema lindissimo:
Conheci-te e vivi-te em cada deus
E do teu peso em mim é que eu fui triste
Sempre. Tu depois só me destruiste
Com os teus passos mais reais que os meus.
Sophia de Mello Breyner Andresen
in "Dia do Mar"
Obrigado por este poema lindissimo:
Conheci-te e vivi-te em cada deus
E do teu peso em mim é que eu fui triste
Sempre. Tu depois só me destruiste
Com os teus passos mais reais que os meus.
Sophia de Mello Breyner Andresen
in "Dia do Mar"
Friday, September 10, 2004
O passado da memória
O passado da memória
vinga-se em lençois de àgua surda
debaixo de pontes distantes da terra,
do mar e dos risos constantes
que transportam felicidades vazias
em linguas enroladas de amor
por planicies de sementes e somas
de memórias que vagueiam
pelos cantos e campos verdes dos teus olhos tristes
que não deixam o voo
e a sombra de um dia assim ser.
vinga-se em lençois de àgua surda
debaixo de pontes distantes da terra,
do mar e dos risos constantes
que transportam felicidades vazias
em linguas enroladas de amor
por planicies de sementes e somas
de memórias que vagueiam
pelos cantos e campos verdes dos teus olhos tristes
que não deixam o voo
e a sombra de um dia assim ser.
Sei
Sei.
Um dia sei
que serei assim
como sonhei ser:
Feliz.
E nada,
nada me fará parar o sonho
de sonhar
de ser
o que sonhei
aos dias de amor
que sempre te dei.
Um dia sei
que serei assim
como sonhei ser:
Feliz.
E nada,
nada me fará parar o sonho
de sonhar
de ser
o que sonhei
aos dias de amor
que sempre te dei.
Pedaço isolado de consciência
E eu pedaço isolado da consciência,
Sem nada querer dizer.
Fecho os olhos e sigo o abandonado sol
De outras horas e outros meses
Nesta noite caída e descuidada
Para nenhum vulto cego ver.
As estrelas frias estão baças de serem longe
Espectros de felicidade vaga
Nas correntes fortes de um rio
Que engraça comigo
E com todos os breves barcos
De Fazer chá e biscoitos de morder.
Sem nada querer dizer.
Fecho os olhos e sigo o abandonado sol
De outras horas e outros meses
Nesta noite caída e descuidada
Para nenhum vulto cego ver.
As estrelas frias estão baças de serem longe
Espectros de felicidade vaga
Nas correntes fortes de um rio
Que engraça comigo
E com todos os breves barcos
De Fazer chá e biscoitos de morder.
Thursday, September 09, 2004
As palavras são segredos
As palavras são segredos
São fragmentos de alma
No coração que doi
Quando dizes a palavra fica.
São encantos de magia
E encostos de luar
Nada me traz alegria
Se não as palavras do teu olhar.
Mas os teus olhos deixaram de me tocar
Abandonaste a nossa lua
E este banco vazio
Que nos viu sonhar.
29 - 06 - 2004
São fragmentos de alma
No coração que doi
Quando dizes a palavra fica.
São encantos de magia
E encostos de luar
Nada me traz alegria
Se não as palavras do teu olhar.
Mas os teus olhos deixaram de me tocar
Abandonaste a nossa lua
E este banco vazio
Que nos viu sonhar.
29 - 06 - 2004
As nuvens do sol
As nuvens do sol
Adormecem,
No chão frio da sala.
Baloiçam as cortinas
Longas e finas,
A tingir de amor
O silêncio da tarde
Que vi entrar.
27 - 07 - 2004
Adormecem,
No chão frio da sala.
Baloiçam as cortinas
Longas e finas,
A tingir de amor
O silêncio da tarde
Que vi entrar.
27 - 07 - 2004
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