Sunday, September 19, 2004

Não te deixo ser

Não te deixo ser,
Nem voar em lençois brandos
E gastos de asas
Mergulhadas em amor
Num Outubro distante
De um mês qualquer.

Não te deixo ir,
Em olhares molhados de luares
Que ambientam a chuva caída
De tempestades nulas
Vestidas nas folhas acabadas
Que vagueiam solidões.

E não te deixo partir,
Porque amo, tudo.
O que és para mim.

Não te deixo ir,
Em palavras soltas
De cores vivas
Que sonham em ti
De vermelhos vultos
A esbater-me assim.

Não te deixo ser,
E mesmo assim
De asas ao mundo
Disperso-me:
Porque amo, tudo
O que és para mim.


No comments: