Wednesday, December 12, 2007

Douro

Minto-me,
Como se de um sorriso trata-se.

E as telhas caídas,
Que rasgam as ideias,
Fecham-se.

Num Douro desalinhado
Nas correntes paradas
E abandonadas.

E debaixo de mim,
Cresce um olhar;

- Que não doi.
Mas sente
O sentido de querer um abraço.

Nesta tarde que não é tarde,
Para fechar estes olhos vazios,
Na minha liberdade de ser.

O vento que espreita,
Nas velhas rendas de uma janela.

Saturday, November 10, 2007

Porta

Naquela porta onde os outros são apenas outros; Brilha-te um sorriso feito de um sol que nunca foi feito para abraçar nem para ser tocado; Mas sim para ser lembrado.
No vazio de uma manhã sem som e submersa de cor pintam-se as paisagens que nunca foram lembradas.

Saturday, August 11, 2007

Quando o céu cair

Foi a unica forma de desenhar a despedida,
Na longa viagem dos teus sonhos,
Que procurei em mim mesmo,
Nos pequenos raios de sol e na areia fina,
De uma praia quase deserta de sentidos,
Encontrei: o sal.
Que nada te significa.
Até o céu cair.

Saturday, March 17, 2007

Fotografia

Sinto o mar e a terra como se fosse um céu imaginado e recriado nas estrelas de um infinito, a deslizar-se nos traços e nos abraços de um sol caído de um só dia, para assim te poder recordar.