Saturday, November 13, 2004

Nas paredes do meu Inverno


Talvez nascesse no dia errado.
Ou quem sabe
Num antro condenado.

Sei que sempre posso gritar
Diante deste silêncio
E que nem na ausência de ruído
Incomodo o vazio
Neste tempo frio
Que cai e sempre cai
Sobre os meus ombros
De neve esquecida
Pelo vento de folhas de jornal
Trazido do passado.

Os bancos curvados
As luzes ofuscadas de tanta luz
Pingam cores e desenhos pelas ruas perdidas
Até às solidões esquecidas
Nas paredes do meu Inverno.

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