Nas sombras esguias das manhãs submersas de olhares em passados, sinto-te. E acompanho-te. Nos meus passos que também são teus, a desligar-me nas noites que talvez existam. Mas que agora não tornarão a existir.
E por alguns passos aquando deste frio de Natal, sonho-te. Talvez sem querer.
Mas sonho-te. Ser um simples fragmento do que sinto quando toca esta música solta de toda e qualquer inocência, com o intuito de apenas te poder tocar, de te poder ver sorrir sobre tudo o que existe num infinito que sei não existir, mas é por isso que existe a palavra “sonhar”.
Gostava, gostava de te mostrar que te amo. Mas não sei o que é amar.
Tudo o que queria, eras tu.
Mas a música que termina e que me faz ver aquele Sol gelado a acordar Lisboa voltar a ser um horizonte cintilante. Como cada dia ser mais um.
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