Thursday, August 24, 2006

Noite


não há segredos,
existem apenas palavras escondidas,
nos silêncios obscuros de solidões acostumadas
à saudade que não são saudade,
mas sim ausência;
na sua essência.

e o espaço,
continua;
aberto, ao som de ser som,
na músicalidade núa
de uma baça luz sonhada em tons discretos e fechados
de ser noite;
só tua.

e sinto-te sem tocar alto,
no ar cintilante que paira
na sombra de uma luz atravessada
ao teu pensamento.

Tuesday, August 22, 2006

CO

despregadas as folhas do tempo
caiem nos caminhos perdidos
os sons do passado.
solta-se no vento o silêncio
de um vazio sentido
nos breves sois de mil cores
que desenham as sombras curvadas
dos bancos que sustentam ainda
o amor no inverno.

caminhos e traços perdidos
nas margens de sons
atravessam as pontes,
os destinos de esquecimentos
até o dia ser a morte.
e no som de ser noite já caída
vejo-me de ser só aquilo que sou
em monóxido de carbono.
leve.
desligo.

Sunday, August 20, 2006

Baloiço

Baloiço no verão a noite caída,
sob as estrelas pintadas
na sombra de uma lua despida.
Num frio desassossego de um olhar
desenho-te a janela do meu rumo
insistentemente a sonhar.
Como se as ruas fossem rosas
e as rosas as prosas rasgadas
de amor num céu distante
que é teu.
só teu.

Sunday, August 06, 2006

Assim

o mundo cai numa simples curva de luares,
na electricidade suspensa da essencia.
à tua boca despida na ausencia.

e nos gestos de amor
que caiem assim no sol tórrido da terra.
magnetizam-se,
moldam-se e tornam a despir
à lama de uma chuva.
onde as estrelas que inundam o teu olhar:
sonham-te;
Assim...