despregadas as folhas do tempocaiem nos caminhos perdidos
os sons do passado.
solta-se no vento o silêncio
de um vazio sentido
nos breves sois de mil cores
que desenham as sombras curvadas
dos bancos que sustentam ainda
o amor no inverno.
caminhos e traços perdidos
nas margens de sons
atravessam as pontes,
os destinos de esquecimentos
até o dia ser a morte.
e no som de ser noite já caída
vejo-me de ser só aquilo que sou
em monóxido de carbono.
leve.
desligo.
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