Quando percorro em redor do meu silêncio e vejo a tarde a cair numa estrada vazia, espero; e torno a cair na leveza de ser e não ser nada.
E num supermercado onde não há estrelas nem luares de paixão, e onde existe apenas a manteiga e o pão de todas as formas e feitios à espera de ser encontrado e devorado. Desligo-me.
E não sei o que digo, nem o que sinto.
E não quero ser pão nem manteiga.
Quer ser apenas eu e a tua ideia.
Mas tu,
não existes.
Sunday, October 01, 2006
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